9.10.23

Mega-iate Lionshare efetua escala para reabastecimento

Imagem sócio Ruben Câmara

Efetuou hoje no porto do Funchal uma curta escala para reabastecimento - ou pelo menos para este tipo de navegação - o mega-iate de luxo Lionshare, em meio a viagem reposicional da Europa para as Caraíbas, como já é hábito dos navios deste tipo nesta ocasião anual.


Imagem sócio Fernando Gomes

Imagem sócio Ruben Câmara

Atracou pelas 09:15 proveniente de Gibraltar e teve a sua saída pelas 18:00 com destino a Fort Lauderdale, uma das grandes capitais dos mega-iates mundiais. O Lionshare é já visitante habitual do porto do Funchal, sendo um dos mais pequenos mega-iates que nos visitam no âmbito destas escalas transatlânticas, tendo efetuado hoje uma escala menor do que as que normalmente já nos familiarizou. 

Infame ex-ferry Atlântida volvido navio de cruzeiros de luxo estreia na Madeira no próximo dia 23

Imagem Press Hurtigruten Group

Quão "patinho feio" volvido "cisne branco", estreará brevemente na Região Autónoma da Madeira o navio de cruzeiros de luxo Spitsbergen, da popular mais-que-centenária Hurtigruten, navio que os portugueses melhor reconhecerão pelo seu infame trajeto enquanto ferry Atlântida.

Imagem Press Hurtigruten Group

Com escala inaugural agendada para o próximo dia 23, o Spitsbergen visitará a ilha do Porto Santo primeiro e posteriormente o porto do Funchal, com escala de oito horas agendada para a Vila Baleira, e de 20 horas para a capital madeirense, chegando ao final da tarde do mesmo dia e incluindo pernoita, com partida ao final da tarde de 24.

Projeto do navio enquanto Atlântida, na altura destinado à Atlanticoline para serviço nos Açores

Projeto inicial do navio enquanto Spitsbergen, imaginado pouco depois da sua aquisição


O Spitsbergen foi construído em 2009 como Atlântida nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, e viu a construção arrastar-se, após várias alterações de projeto, acabando por nunca entrar ao serviço da Atlanticoline, que o tinha projetado para operação ferry inter-ilhas na Região Autónoma dos Açores. Após vários anos em lay-up, e após falência dos estaleiros ENVC, o navio foi colocado em leilão, tendo acabado por ser arrematado pelo empresário português Mário Ferreira, que o pretendia colocar em operação na Amazónia. Entretanto, o navio suscitou o interesse da afamada Hurtigruten, que o viria a adquirir pouco depois e renovar extensivamente, transformando um navio pouco antes rejeitado e inacabado, num autêntico navio de cruzeiros de luxo ao mais alto nível, sendo que a própria considera o Spitsbergen como um dos melhores navios da sua frota.

Spitsbergen em cruzeiro pelo Ártico. Imagem Hege Abrahamsen/Press Hurtigruten Group

Atualmente arrasta 7 344 toneladas de arqueação bruta, números que já incluem toda a renovação profunda a que foi submetido pela Hurtigruten em 2016, tendo ainda sido feitos alguns ajustes decorativos e de manutenção em 2020. Mede 101 metros de comprimento por 18 de largura e possui capacidade para 220 passageiros. Entre os destaques das alterações que a Hurtigruten lhe fez, está a renovação das suas áreas públicas interiores, a reformulação de cabines, a remoção da rampa ferry à popa e replaneamento da área envolvente, a adição de uma cauda de pato para adicionar estabilidade em navegação, e para deleite dos passageiros, a adição de uma área de observação à proa, que reforçou também a estrutura daquele importante ponto do navio, ao mesmo tempo que disponibilizou uma área para observação em praticamente 360 graus. A Hurtigruten fez realidade assim, a sua fabulosa visão de transformação praticamente total de um navio que até então ainda não tinha feito cumprir o propósito ao qual tinha sido construído - navegar comercialmente.

Imagem Press Hurtigruten Group

Em reajuste de oferta consoante a demanda que vem sendo crescente em tempos já pós-pandémicos, a Hurtigruten reformulou o posicionamento da sua frota, retirando o Spitsbergen das suas tradicionais rotas costeiras na Noruega para uma sub-divisão Hurtigruten Expeditions, que engloba os navios de cruzeiro que realizam expedições de luxo internacionais, separando-os no papel dos navios no serviço costeiro expresso, que podem também realizar cruzeiros se assim o grupo entender. No caso do Spitsbergen, o navio ficará agora posicionado nas ilhas da Macaronésia, com foco especial em Cabo Verde com partidas de Dakar, Senegal. A sua estreia na Madeira ocorre no âmbito de um segmento de um cruzeiro reposicional, de Lisboa para o Dakar - sendo Lisboa também ponto intermédio de outro segmento reposicional, que já partiu do Norte da Europa. No entanto, o Spitsbergen estará de regresso à nossa Região no início de 2024, com escalas regulares entre Janeiro e Março, em circuito de cruzeiros de 10 dias pelas Canárias e Madeira  (incluindo o Porto Santo). Construída sob 130 anos de pioneirismo e herança marítima norueguesa, a Hurtigruten é considerada a maior companhia de cruzeiros de expedição do mundo, tendo já visitado a região por diversas vezes com navios como o Nordnorge, o Fram ou mais recentemente, o Midnatsol (atual Maud).

8.10.23

CEN realiza 2ª edição anual da Feira de Modelos e Postais

 



Realizou-se esta manhã na sede do Clube de Entusiastas de Navios a segunda feira anual de Modelos e Postais, evento que o CEN tem vindo a anfitriar uma vez por semestre, sendo esta a terceira edição desde que se reiniciou esta atividade, há um ano.


Viram-se impressionantes coleções de postais e modelos, desde peças oficiais de bordo de navios, a trabalhos manuais, modelos de produção madeirense e desenhos feitos por sócios, além do sempre habitual convívio entre sócios. Imagens sócio Sergio Ferreira.




7.10.23

Anthem of the Seas efetuou última escala do ano no Funchal

Imagem sócio Fernando Gomes

Escalou pela última vez neste ano civil o navio de cruzeiros Anthem of the Seas, na habitual escala de nove horas que já nos tinha habituado nesta sua mini-temporada de Verão que através de si, a Royal Caribbean levou a cabo.

Imagem sócio Ruben Câmara

Imagem sócio Ruben Câmara


Imagem sócia Iria Aguiar

Chegou pelas 07:00 com proveniência de Santa Cruz de Tenerife com 4621 passageiros e 1575 tripulantes a bordo e rumou pelas 16:00 em ponto, com destino a Arrecife de Lanzarote.

Imagem sócio Mário Camacho

Imagem sócio André Campos

Imagem sócio Mário Camacho

Imagem sócio Ruben Câmara

O Anthem of the Seas, recorde-se, é o maior navio em comprimento a visitar o porto do Funchal, com um total de 347 metros, tendo capacidade máxima para mais de cinco mil passageiros e cujos destaques passam, entre outros, pela North Star - "miradouro" ambulante que se ergue a mais de 100 metros acima do nível do mar - e o Robotron, bar com braço biónico que serve bebidas aos passageiros.

Imagem sócio Mário Camacho

Imagem sócio Marco Nóbrega


6.10.23

Novo Costa Firenze estreia na Madeira a meses de mudar-se para a Carnival

 

Imagem sócio Mário Camacho


Estreia hoje no porto do Funchal o navio de cruzeiros Costa Firenze, uma das mais recentes unidades da empresa da Costa Cruzeiros, que está já a meses de mudar-se para um novo produto, Costa by Carnival, dedicado ao mercado americano.

Imagem sócio Sergio Ferreira

Imagem sócio Sergio Ferreira

Imagem sócia Iria Aguiar

O Costa Firenze atracou pelas 08:15 proveniente de Tenerife com 3697 passageiros e 1277 tripulantes, a bordo., tendo a sua saída agendada para as 18:00 rumo a Lisboa.

Imagem sócio Mário Camacho

Imagem sócio Ruben Câmara

Imagem sócio Ruben Câmara


Trata-se do segundo navio da sub-classe Venezia da Costa, parte da classe Vista do Grupo Carnival, estando o primeiro, o ex. Costa Venezia, já na Carnival como Carnival Venezia, efetuando o mesmo percurso que o Firenze fará. Batizado por Franca Pierobon e comandado atualmente pelo comandante italiano Ezio di Nunzio, procedeu-se a bordo à habitual cerimónia de boas vindas, com habitual troca de crestas e molduras, e com o Clube de Entusiastas de Navios a oferecer a sua tradicional "Foto do Dia", representado pelo Presidente do Conselho Fiscal, Mário Camacho.

Imagem sócio Rui Sousa

Imagem sócio Mário Camacho

Imagem sócio Fernando Gomes

Trata-se de um navio lançado em 2021, com 324 metros de comprimento por 37 de largura e capacidade máxima para quase 5 mil passageiros servidos por 1,278 tripulantes. Quando lançado, o seu mercado seria o asiático, no entanto, com as muitas restrições pandémicas que se seguiram ao seu lançamento e também com a ainda lenta reabertura deste mercado, o navio será testado no mercado americano como Carnival Firenze, juntando-se à quadrilha da Carnival da mesma classe: Carnival Vista, Carnival Horizon e Carnival Panorama, além claro do referido Carnival Venezia. Esta classe receberá uma sexta unidade, o Adora Magic City, que entrará ao serviço na Ásia em 2024.

Imagem sócio Fernando Gomes
Imagem sócia Sofia Pereira


Imagem sócia Sofia Pereira


O Costa Firenze estará de regresso já no próximo dia 20, efetuando depois uma terceira escala, antes de reposicionar-se no Brasil, onde operará nesta que será a última temporada de inverno ao serviço da Costa - ou pelo menos, até mais ver.

Imagem sócia Sofia Pereira

Imagem sócio André Campos


2.10.23

NRP Viana do Castelo posicionado nos mares da RAM

 

Imagem sócio Ruben Câmara

Chegou para render as lanchas de patrulha costeira NRP Orion e NRP Hidra, o NRP Viana do Castelo, primeira unidade da classe a que dá o nome, que atracou ao Cais Norte no passado dia 29 e agora entra ao efetivo nos mares da zona económica exclusiva madeirense.

Imagem sócio Mário Camacho

Imagem sócio Mário Camacho

Imagem sócio Mário Camacho

O NRP Viana do Castelo resulta do projeto NPO 2000, com um custo superior a 50 milhões de euros por unidade, foi aumentado ao serviço da armada portuguesa a 26 de abril de 2011 após encomenda em 2002, destaca-se por ter capacidade para 38 membros da guarnição, no entanto, necessita apenas de 6 elementos para operar em condições de navegação normais.

Imagem sócio Ruben Câmara

Imagem sócio Ruben Câmara

Com 83,10 metros de comprimento por 12,95 de largura e calado estimado na ordem dos 3,82 metros, a sua dimensão impossibilita o atraque ao habitual cais patrulha do porto do Funchal, forçando o mesmo a atracar nas restantes posições de atraque. Seguramente não será invulgar vê-lo atracado ao Cais Norte, como se encontra, ou até no porto do Caniçal, como em tempos fez o NRP Sines, navio da mesma classe que esteve por cá posicionado em época alta de cruzeiros, em que todos os espaços de amarração frequentemente são utilizados. O navio estará dedicado à patrulha e salvaguarda da vida no mar na Região Autónoma da Madeira.

1.10.23

Mega-iate Samurai regressa ao porto do Funchal

 

Imagem sócia Sofia Pereira

Escala hoje o porto do Funchal o mega-iate de luxo Samurai, já conhecido visitante em escala para reabastecimento de água e combustível, antes de seguir rumo para as Caraíbas, onde veremos cada vez mais nas próximas semanas um grande fluxo de iates e navios de cruzeiro à procura do calor.

Imagem sócia Sofia Pereira


Imagem sócia Sofia Pereira

Imagem sócia Sofia Pereira

Atracou ao Cais 2 pelas 12:30 proveniente de Gibraltar, uma das grandes capitais mundiais do iatismo. O Samurai foi construído pelos estaleiros turcos da Alia Yacht e lançado em 2016, mede 60.2 metros de comprimento por 11.44 de largura e possui capacidade para 12 convidados servidos por 15 tripulantes e hospedados em seis suítes. O navio passa o Verão posicionado no Mediterrâneo e o Inverno nas Caraíbas, onde está disponível para frete a partir de módicas quantias como cerca de 441 mil euros por semana.

Imagem sócio Ruben Câmara

Imagem sócio Ruben Câmara